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Explosão e desabamento E se fosse no horário comercial ou, pior, no “rush”?
Possivelmente devido a vazamento de gás, uma forte explosão na noite de ontem (aproximadamente 20.30hs), colocou abaixo dois prédios localizados no Centro do Rio, na Treze de Maio, praticamente no Calçadão ao lado do Theatro Municipal, pertinho do Largo da Carioca e da Av. Rio Branco, área de enorme trânsito de pedestres e veículos.
Num primeiro momento as informações deram conta de 11 vítimas, entre mortos e feridos. Contudo, se o desabamento tivesse ocorrido no horário comercial, estaríamos falando em centenas de vítimas, senão milhares. Para se ter idéia, só um dos edifícios tinha 17 andares.
Evidente que estamos a falar de uma tragédia. Contudo, nessas horas é que se dá conta da importância das inspeções permanentes que deveriam ser feitas pelos órgãos fiscalizadores, particularmente em locais de grande movimentação e onde os prédios e as instalações são antigas e obsoletas.
Com frequência e por motivos diferentes o Rio vem sofrendo com explosões e desmoronamentos que poderiam ser evitados se o poder público fosse eficiente, ágil e severo. (26/01/2012)
Novo Fusion 2013 Modelo fica mais esportivo sem perder a classe
Lançado em 2006 como o carro que mudou o conceito dos sedãns no Brasil, a Ford apresentou no Salão de Detroit o novo Fusion, que vai estar nas concessionárias brasileiras em 2013.
O Fusion surgiu no Brasil junto com a Copa de 2006. Fez o maior sucesso e quatro anos depois lançou o modelo atual. Ambos tiveram como marcas a elegância, a sofisticação, o excelente desempenho e, acima de tudo, o padrão clássico.
Sem descer o nível de categoria que lhe deu fama e prestígio, a nova versão que chega ano que vem vai ser mais esportiva e despojada, com pequenos ajustes no motor de seis velocidades para manter a potência e diminuir o consumo. (24/12/2012)

Falsa moralidade BBB: audiência a qualquer preço
Sem entrar em detalhes que remeteriam a nível abaixo do que se entende por baixaria, o comentado estupro ocorrido – ou não – no Big Brother Brasil (que chamam de “reality show” a despeito de toda combinação, edição e trama que obedecem apenas ao que determina a audiência) bate todos os recordes de leviandade em se tratando da emissora de maior audiência do Brasil.
Frise-se, não se entra, aqui, no mérito da questão. O que se estranha é que na 12ª edição de um “programa” que sempre “se turbinou” e induziu ao vale tudo, ao ninguém é de ninguém e ao sexo livre, leve e solto, de repente seja tomado por um surto de moralidade, com notas oficiais, expulsão, etc. e tal.
Ora, o BBB é uma escola de vulgaridade travestida de liberdade. Agora, que alcançou o ápice de sua proposta, quer o quê? (18/01/2012)
Costa Concordia Cruzeiros de grandes transatlânticos em xeque

Nos últimos anos, a temporada de cruzeiros vem crescendo sobremaneira no Brasil. De dezembro a março, cada vez mais brasileiros optam pelas facilidades e mordomias dos grandes transatlânticos que aportam em nossos portos.
Neste início de 2012, contudo, o acidente com o Costa Concordia, que segundo comunicados oficiais já soma 6 mortes e 29 pessoas ainda permanecem desaparecidas, deve esfriar consideravelmente a procura por cruzeiros. Ainda assim, a previsão é que mais de 1 milhão de brasileiros façam cruzeiros este ano.
Vale lembrar, os transatlânticos na linha Costa são os preferidos pelo turista brasileiro, em particular o Costa Vitória, Costa Serena e Costa Fortuna. (17/01/2012)
Aluysio e os 34 anos da Folha
Já estava 'em jornal' quando a Folha da Manhã fora criada. Lembro-me que na Copa de 74, perto dos 14 anos, já "atrapalhava" no velho prédio de A Cidade, na rua dos Andradas. Logo, em 1978, estava 'saindo' da adolescência e ainda atrapalhando - o que fiz por muitos e muitos anos, sem nenhum mérito e graças à tolerância contrariada do jornalista Vivaldo Belido.
Penso ter tido o privilégio de assistir a escalada marcante dos principais donos e diretores de jornais da história da Imprensa de Campos, que por ordem de idade, a meu ver, foram Oswaldo Lima, Hervé Salgado Rodrigues, Vivaldo Belido e Aluysio Barbosa.
Mas a este, o caçula do grupo (que conheceu bem os outros três, de saudosa memória) coube colocar a Imprensa local em seu devido tempo. Diria melhor, à frente de seu tempo, porque até o início dos anos 80 pouquíssimos jornais brasileiros de municípios do porte de Campos dispunham dos recursos gráfico-editoriais da Folha e tampouco utilizavam institucionais tão qualificados para mostrar seu produto.
Um produto que resultou do talento de um jornalista que fez escola em Campos, foi para o Rio onde ganhou destaque no Jornal do Brasil (na época um dos maiores órgãos do país) e retornou para esta "bela planície cortada por rio" - frase, salvo engano, de seu filho, Aluysio Abreu Barbosa - para montar sua Folha.
Em fins da década de 70 (e a partir daqui passo a adaptar trechos de artigo já publicado) os jornais de Campos ainda 'brigavam' com as velhas linotipos para os textos e os ultrapassados clichês para as imagens. Antes, A Cidade tentara mudar para off-set, mas só em 85 conseguiria implantar o sistema. E vale lembrar que a Folha, ao transformar os padrões gráfico-visuais de então, proporcionou enorme avanço também na seara editorial, tendo como resultado um jornal ágil, agradável aos olhos e bem mais completo.
Mas a história da Folha mostra estar longe de ter sido obra do acaso. Com efeito, as inúmeras dificuldades que precisaram ser vencidas na fase inicial pavimentaram o sucesso do tempo seguinte. A primeira impressora, uma "plana", mostrou-se incompatível com as tiragens elevadas pretendidas pelo novo jornal e as compositoras IBMs não combinavam com o precário sistema de energia elétrica de Campos da época.
E a Folha seguiu... Lançou cadernos, criou editorias específicas, inovou com produtos diferenciados e investiu em maquinário. Com frequentes reformulações visuais e muitos eventos de cunho social, popular e festivo, promoveu um pacote de ações que fizeram a diferença do jornal que, desde o início, disse que "a diferença estava na qualidade".
É fato, a Folha venceu por tudo isso e no dia 8 de janeiro de 1978 Campos conheceria o jornal que viria a ser o divisor de águas de uma Imprensa de século e meio. Mas, com tudo isso, talvez não tivesse vencido – friso – não fosse o trabalho obstinado, a vontade cega acima da adversidade e as muitas e muitas madrugadas que terminavam com os donos do jornal ajudando na dobra dos exemplares.
Ah, antes que me esqueça: lá um dia ou outro, por uma dificuldade qualquer, o Aluysio também precisou escrever o jornal praticamente sozinho, o que em redação a gente chama de “dar nó em pingo d’água” e que bem ilustra os 34 anos de sucesso e liderança.
P.S. – Faço com tranquilidade os comentários acima porque, a despeito da Folha da Manhã ter ultrapassado os concorrentes logo na primeira edição, o que, naturalmente, desagradou os demais diários e semanários da época, Vivaldo Belido mandou que A Cidade, que então brigava pela liderança, publicasse o seguinte registro: “Foi fundada ontem a Folha da Manhã, o melhor jornal que já apareceu em Campos e na Região...” (09.01.2012)
A tragédia que se repete Famílias perdem tudo, e ‘tudo’ que é quase nada
Parece chover no molhado ou bater em tecla já desgastada, mas é inadmissível – uma indignidade – o descaso do poder público para com as famílias moradoras de áreas de risco ou para com aquelas que freqüentemente são vítimas de enchentes e alagamentos.
E está acima do inadmissível – além de qualquer dose de tolerância – que no rico município de Campos, na cidade afortunada pelos gigantescos recursos dos royalties, a população de Três Vendas sofra quase todos os anos com a tragédia das inundações.
Estamos a falar de pessoas que perdem tudo o que têm, não obstante ‘tudo’ seja quase nada: móveis simples, utensílios modestos, pouca roupa e o próprio teto. Vão para a rua, literalmente, porque aqui se gasta fortuna com arcos de valão, com passarela para o “fantástico” carnaval de Campos, mas não se resolve o problema de um dique que rompe a cada temporada de cheias.
É bem verdade que a vocação irresponsável do Brasil está muito mais para remediar, mal e porcamente, do que investir em prevenção. Mas, e daí? Não poderíamos, em algo, ser exceção à enxurrada de coisas ruins que assolam “este país”? Ah – perguntaria o leitor – e se a estrada não for de responsabilidade do município? Respondo: qual a dificuldade? Quando querem, pedem, pressionam, arranjam verba ou simplesmente fazem. Mas só ‘quando querem’. (08.01.2012)
Resistência Ciro Gomes é cogitado e rejeitado
Há muito o estilo, digamos, franco de Ciro Gomes ultrapassou as fronteiras da franqueza para perder-se em algo próximo da agressividade gratuita, com pinceladas de rudeza e vulgaridade. De língua afiada e intelectualmente preparado, o ex-governador do Ceará foi deixando pelo caminho um perfil promissor – diferenciado, para usar uma palavra que está na moda – para cair na vala comum da agressão pela agressão e em tudo com grande dose de exagero.
Contudo, entre as duras críticas lançadas por Ciro, não merece ser repreendido pelas que fez ao PMDB (um partido com tendência a se apequenar) e ao fisiologismo “autoprotetivo” que a sigla passou a adotar nos últimos anos.
Mas, por ironia do destino, não são os conhecidos excessos de Ciro Gomes que surgem como empecilho para que participe do primeiro escalão do governo Dilma.
Deverá ‘perder’ o Ministério da Ciência e Tecnologia exatamente pelas verdades ditas sobre o PMDB. Curioso, não? Salvo, é claro, se a presidente Dilma bater o martelo e ponto. (05/01/2012)
Façamos a Copa! Os municípios inundados que se danem. O povo também.
 FOTO O GLOBO ON LINE/ PÁDUA/ JULIANA PAES SOUTO
Peço desculpas ao leitor pelo tom agressivo do sub-título, mas não há suavidade num problema se repete quase todos os anos e desta feita com circunstâncias mais agravantes para o Estado do Rio de Janeiro. Explico: não porque as chuvas estejam caindo em maior intensidade e provocando estragos ainda mais desvastadores - que por sinal estão. Mas sim porque o governo do Rio está preocupado é em sediar a Copa de 2014 - em fazer bonito para que os outros vejam - e não investiu praticamente nada na desobstrução de canais, na retirada das populações ribeirinhas, na proteção de encostas e na prevenção de enchentes.
Cardoso Moreira, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé e quase toda a Região Serrana ainda sofrem com as últimas cheias - particularmente Friburgo - e um ano depois novos temporais impõem ainda maior sofrimento às famílias que não receberam quase nada do setor público, porque o executivo quer mesmo é agradar a Fifa e gastar dinheiro em estádios que depois não terão quase serventia, a exemplo do que aconteceu na Áfria do Sul, onde campos de futebol estão abandonados, custaram uma fortuna e povo permanece na miséria.
Evidente que as chuvas assolam Minas, Espírito Santo, SP e outros estados. Mas o Rio, em particular, deveria ter o bom senso de tirar o povo das áreas de risco; deveria ter um mínimo de sensibilidade e olhar para o sofrimento de milhares de famílias que mais uma vez vão perder o pouco que têm, vão ficar sem suas casas e vão para a rua, porque o "nosso" governo que fazer gracinha na Copa e institucional bonito na televisão. Uma vergonha. (04/12/2012)
O líder Corolla foi o carro mais vendido em 2011
A fama não é gratuita. E também não é por acaso que o modelo mais repetido (aquele que o proprietário compra o mesmo, atualizando apenas o ano) seja o Corolla. Imbatível no conjunto harmônico que combina suspensão, segurança, conforto e modernidade, o Corolla foi mais uma vez o orgulho da montadora japonesa Toyota, como o carro mais vendido do mundo em 2011.
Nem a crise enfrentada pelo Japão – a partir do terremoto que atingiu o país no início do ano – tirou da Toyota o status de ter o modelo mais comercializado entre todas as marcas mundiais. Segundo a Forbes, o modelo fabricado em 15 países e que alcança mais de 140 diferentes mercados atingiu vendas de 1,02 milhão de unidades.
Já a Honda decepcionou o cedeu lugar para a Volkswagem. O Elantra, da Hyundai, foi o segundo carro mais vendido em 2011 – quase ‘encostadinho’ no Corolla. (30/12/2011)
Menos mal “Muralha” é retirada do Trevo do Açu
Depois de vários protestos – inclusive deste Site – que reclamavam contra a ‘criminosa’ mureta de concreto erguida no meio do asfalto do Trevo do Açu, no sentido SJB –Campos, finalmente o monstrengo foi retirado há alguns dias, acredita-se que em meio a outras obras naquela área.
Levando em conta que o ‘dique de estrada’ jamais deveria ter sido construído, não há de se bater palmas para sua retirada. Mas, de todo jeito, prevaleceu o bom senso. Portanto, merece registro na base do ‘antes tarde do que nunca.’
A bem da verdade, o Site não sabe se no período em que ali esteve – sem sinalização prévia, sem iluminação adequada e frontal ao motorista logo após uma curva à direita – o “muro” causou algum acidente. De toda sorte, o jornalismo de opinião não deve cuidar de ‘resultado’, mas em especial de advertência e prevenção.
E aquela “fortaleza” dividindo a pista em tempo algum deveria ter sido construída.
Mas agora é passado e ponto. (28.12.2011)
Novos Traços Range Rover abandona o jipão a diesel sujo de lama
Sabe aquela velha imagem de jipe quadrado, marca registrada dos modelos Land Rover, pois é...já era. Com o lançamento do novo Evoque, na linha do Range Rover, a marca deixou a tradição de lado e partiu para o SUV de design urbano, elegante e refinado, como os da BMW, Volvo, Kia e Hyundai.
Com preços que vão de R$ 169 a 237 mil, são oito versões de acabamento, todas automáticos, de seis velocidades e 2.0. E mais: grandes roda aro 19, faróis esticados, teto mais baixo e janelas menores. Por dentro, acabamento de carro de luxo. Super luxo. As mudanças radicais são consequência da de outra mudança, ocorrida há quatro anos, quando a o controle acionário da montadora, orgulho da indústria automobilística britânica, passou para a indiana Tata Motors.
Motor com 240 cv (5.500 giros), gasolina, medidas 4,36 por 2,12, o Evoque transmissão automática de seis velocidades com opção manual e não há perda de torque entre as passagens de marcha.
Portanto, tchau jipão quadrado, movido a diesel e sujo de lama. (27/12/2011)
Píncaros da baixaria Quando a banalização ultrapassa todos os limites
Em conversa sobre assuntos diversos, com três ou quatro conhecidos, soube que um dos blogs locais “acolheu” comentário de anônimo ou nome inventado (uma coisa ou outra, que dá no mesmo) com frase de duplo sentido que reporta ao que há de pior em promiscuidade.
O ataque gratuito, contra uma autoridade do município, uma mãe de família – vítima da leviandade de quem usa palavras de efeito com claro sentido obsceno – é de uma covardia sem limites e que ultrapassa as fronteiras da banalização.
Como sequer li, também não vejo motivo para citar o blog ou detalhes outros. Suponho, inclusive, que o comentário passou despercebido, “escapando” à moderação. Afinal, há de se relevar e conviver com mídias virtuais apaixonadas, radicais, parciais e até tendenciosas. Mas mesmo nas extremidades mais distanciadas do razoável, há de se preservar um mínimo de equilíbrio.
O bater por bater, o bater baixo e o bater sem qualquer decência, não demora replica no próprio batedor (23/12/2011)
Decisão controvertida Lewandowski diz não à inspeção do CNJ
Parece que vai dar pano pra manga a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que suspendeu a inspeção da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, sobre pagamentos feitos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a 17 desembargadores. Os referidos pagamentos teriam causa num passivo trabalhista da década de 90. Contudo, o CNJ estaria questionando tais pagamentos.
Ocorre que como o próprio Lewandowski atuara no TJ-SP e fora um dos favorecidos pelo dito passivo, sua decisão de agora vem sendo vista com reservas, porquanto, em tese, estaria beneficiando a si próprio.
Na mesma situação está o presidente do STF, Cezar Peluso, que recebeu R$ 700 mil também por conta do passivo. Para Peluso, a suspensão determinada pelo colega Lewandowski está correta, tendo em vista – segundo ele – que os ministros do Supremo não estariam impedidos de julgar ações sobre o tema porque não se sujeitam ao CNJ.
Seja assim ou assado, o assunto deve render. (22/12/2011)
De mal a pior (I) Mensalão não prende e Ficha Limpa não cassa * Fábio Paes Poucas pessoas estão percebendo como o Brasil segue rápido e perigosamente para formação de uma sociedade com princípios distorcidos e deturpados da verdadeira ética e moral que devem balizar uma Nação. Apesar de sabermos que esses elementos mudam com a evolução da humanidade, o que observamos por aqui é uma afronta até às inteligências mais medianas.
Há alguns dias, uma série de notícias revelou o caminho obscuro por onde estamos trilhando. A primeira retrata a estranha declaração do ministro do Supremo Federal de Justiça, Ricardo Lewandowski, na qual afirma saber que alguns réus do processo que apura responsabilidades no “mensalão” vão ficar livres em razão da prescrição dos crimes cometidos, num processo que já se arrasta por seis anos... Seis anos e nem o voto do relator está pronto. Que maravilha de exemplo para sociedade! Outra matéria, agora envolvendo o presidente da mais alta Corte do país, Cezar Peluso, revelou que o ministro, após levar uma “dura” dos líderes do PMDB, resolveu “orientar” os advogados de Jader Barbalho sobre como deveriam ‘embasar’ o recurso visando seu retorno ao Senado. Dito e feito: os procuradores de Barbalho acharam o caminho das pedras para driblar (ou burlar) a Lei da Ficha Limpa e reconduzir o ‘conhecido’ Barbalho à Câmara Alta. Que beleza! Ou deveria dizer: Que nojo!
O mesmo caminho tortuoso percorreu a presidente Dilma na declaração dada sobre seu ministro Fernando Pimentel. Vejamos: a autoridade mais importante do país disse que um ocupante de cargo público não precisa dar explicações de sua vida privada antes de ocupar o referido cargo. Em outras palavras: está liberado roubar, bater na mulher, espancar os filhos, corromper o guarda de trânsito, não pagar dívidas, lavar dinheiro desviado e usar drogas, – desde que sejam atitudes privadas antes de qualquer um desses assumir funções públicas. Que conversa é essa?!
De mal a pior (II) Cuidado! Você pode ser enquadrado por uma palmada * Fábio Paes Para finalizar o espanto, os nossos nobres deputados federais aprovaram a Lei da Palmada, que proíbe os pais de darem aquela famosa palmadinha nos seus filhos como forma de educar e ensinar os limites e as regras para uma boa vida em sociedade. Claro que não está em questão a punição para os espancamentos, já tipificados nos códigos em vigor. O que estamos a tratar é do afronta do governo querer entrar nos lares e dizer que os pais não sabem mais como educar seus filhos. Quem for denunciado por puxar a orelha de um filho poderá ser conduzido ao psicólogo para o devido ‘tratamento-aprendizado’ de como lidar com as crianças. Que loucura!
Mas o que devemos perceber é o que está por trás de tudo isso. Aquilo que habita o inconsciente coletivo brasileiro que faz com tudo seja aceito de forma pacífica e bem humorada. A verdade é que nosso povo não gosta de ser repreendido, de ser chamado atenção ou de ser punido. Gosta mesmo é do “jeitinho”. Não aprovamos a pena de morte por pena dos assassinos. Os vilões fazem sucesso na vida real, nas novelas globais e achamos que os pequenos delitos não importam. Entendemos que cidadãos com 16 anos não precisam ser presos pelos crimes que praticam, que os devedores e caloteiros não podem ser cobrados e devem ser perdoados em cinco anos. Aceitamos como prática comum a compra e venda de votos e que os políticos fazem o que fazem porque são o reflexo da sociedade.
E assim caminhamos e cantamos e seguimos a canção. Aonde tudo isso vai dar, não sei. (20/12/2011)
Governo Dilma De zero a dez, vale tudo A uma quinzena do final do ano, o que dizer dos primeiros 365 dias do governo Dilma? Nada. Pelo menos, nada que possa ser plausível. E por quê? Porque neste período se ouviu de tudo: que o país está às portas da recessão...Que já está em recessão... Que vai ser atingido pela crise...Que não vai ser...Que está prestes a experimentar enorme crescimento...Que já está nele... E por aí vai.
Dizem que a presidente Dilma é austera e sua faxina exemplar, com sete ministros demitidos. Mas dizem, também, que é uma péssima gerente, por já ter trabalhado com quase todos que se envolveram em denúncias de corrupção. E falam por aí, ainda, que agora a presidente vai imprimir seu próprio estilo de gerenciamento, diminuindo a ‘presença’ do ex-presidente Lula. Só que outros, ao contrário, advogam que ela precisa seguir ainda mais os conceitos de Lula.
E para completar: pesquisa Ibope revelou que a presidente tem a melhor avaliação do final do primeiro ano de mandato, comparativamente com as de FHC e Lula. Então, vamos em frente porque tem pra todos os gostos.
P.S. – A presidente Dilma declarou ontem que vai “ampliar os critérios para escolha de ministros”. Que bom! (17/12/2011)
Carro e Combustível
Melhorar "ainda mais" o "trabalho" dos vereadores!
Li, na Folha da Manhã on line, matéria assinada pelo jornalista Alexandre Bastos, onde um vereador de Campos sugere que a Câmara Municipal disponibilize carro e combustível para “melhorar ainda mais o trabalho dos vereadores de Campos”.
Observe o leitor que está entre aspas (conforme na Folha) o ‘melhorar ainda mais’, – referindo-se o edil ao trabalho dos colegas, bem como à fiscalização pelo Legislativo das ações do governo municipal.
Devo confessar que tal declaração me levou quase à comoção, e pensei cá com meus botões: 1) Como será possível melhorar “ainda mais” o trabalho dos vereadores de Campos? 2) De onde o Legislativo poderá encontrar forças para, num esforço hercúleo, fiscalizar ainda mais (agora sem aspas porque a ‘ênfase’ é minha), acima do que já fiscaliza, as ações da Prefeitura de Campos?
Seriam indagações perturbadoras se, antes, não fossem cômicas e próprias ao clima festivo de final de ano. (11/12/2011)
Quebrou o pau Oligarca do Maranhão quis briga
Visivelmente descontrolado, o presidente do Senado, José Sarney, quase avançou no senador Demóstenes Torres, depois de rápido bate-boca. Tudo aconteceu por conta da inversão da pauta de votações – uma manobra do governo para aprovar determinado requerimento – questionada com veemência por Demóstenes.
De dedo em riste (FOTO ANDRÉ COELHO/O GLOBO), Sarney desceu da Mesa esbravejando e exigindo desculpas: – Você me respeite...Você me deve desculpas.
Tranqüilo, Demóstenes se limitou a comentar: eu ia falar o quê para um homem de 80 anos? (07/12/2011)
Um após outro Escândalos recentes deixam antigos no esquecimento
Dos sete ministros que caíram em menos de um ano do governo Dilma, seis foram por envolvimento em corrupção. Exceção para Nelson Jobim, que falou poucas e boas do próprio Planalto e não deu a mínima para as consequências.
Mas, voltando ao que interessa, o fato é que a queda de um ministro a cada dois meses faz com que o escândalo mais recente tire o foco do anterior e por aí sucessivamente. Senão, vejamos: hoje, todos comentam sobre Carlos Lupi. Mas alguém sabe dizer como ficou o caso de Wagner Rossi, da Agricultura? E Alfredo
Nascimento, dos Transportes, alguém se lembra dele? E quanto a Palocci, quem saberia dizer em que pé ficou as denúncias contra ele apresentadas?
Pois, é! Ninguém se lembra nem dá a mínima. E a corrupção segue, valendo-se não só da impunidade como, também, da falta de memória. (07/12/2011)
Para aparecer, vale tudo! Confissão deslavada com cheiro de ridículo

Perto dos 80 anos, José Bonifácio, o Boni, fez algo tão ridículo quanto seu cabelo ‘penteado’ pra frente e tingido de marrom: em entrevista por conta do livro que acaba de lançar, confessou a descarada manipulação e deslavada simulação de denúncias feitas por ele, na TV Globo, para beneficiar Collor e prejudicar Lula no último debate da eleição presidencial de 1989.
No mérito, o tema não traz novidade. Todos sabiam – porque todos viram – a edição do Jornal Nacional que mostrou os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. Simples: Fernando Collor apareceu no seu melhor. Lula da Silva, no seu pior.
Evidente que nada ocorreu sem o consentimento de Roberto Marinho, que, aliás, publicou carta aberta na primeira página de O Globo, logo após anunciada a vitória de Collor, cumprimentando Lula pela campanha, desejando-lhe um futuro promissor na política e todo o blá-blá-blá para disfarçar a parcialidade das Organizações Globo.
Enfim, são fatos de 22 anos atrás que voltam com o crivo da confirmação, mas que não trazem novidade. Boni, hoje longe das atenções e no ostracismo, resolveu fazer algo para aparecer e deu certo: está em todos os programas de entrevistas etc. Ridículo à parte, é claro. Se bem que tem quem ache bonito e até bata palma. (05/12/2011)
“Perdeu! Tá ligado, Mané?” Pena reduzida para assaltante bem educado
Cairia bem se a moda chegasse ao Brasil. Mas, como diz o ditado, “é ruim heim”!
Trata-se do seguinte: em Maryland, um assaltante de banco teve a pena reduzida porque foi educado durante o assalto. Franklin Keefer, de 29 anos, entrou no Columbia Bank, sem arma, de capuz e óculos escuros e disse: “posso ter a atenção de todos? Isto é um assalto. Posso, por favor, ter aquela pilha de dinheiro?” E foi assim, desse jeito, que saiu pela porta da frente do banco, com a grana.
Claro que os funcionários, na dúvida, entregaram o dinheiro sem levar em conta a potencialidade violenta ou não do assaltante. Mas, seja como for, o defensor público conseguiu demonstrar que não houve uso de força ou ameaça e a promotoria concordou. Conclusão: o juiz reduziu a pena Keefer, que vai cumprir dois anos e meio antes de ir para a liberdade condicional.
O ‘assaltante-diplomata’ também vai ter que devolver os 3.500 dólares que educadamente ‘subtraiu’ dos cofres do Columbia. (04/12/2011)
Renovação
JN com vistas de ganhar nova âncora
Bernardes, no início, quando apresentava o Jornal da Globo
Fátima Bernardes (49) poderá deixar o Jornal Nacional por um programa próprio, diário, nas manhãs da Globo. A informação não foi confirmada, mas especula-se que a mudança está praticamente acertada. A jornalista entrou na emissora em 1987, com passagens pelo RJ-TV, Jornal da Globo, Fantástico e Jornal Nacional, onde substituiu Lílian Witte Fibe e passou a apresentar o telejornal ao lado do marido, o também jornalista Bonner.
Tida como antipática no dia-a-dia, Fátima galgou uma trajetória de sucesso na televisão. É reconhecidamente talentosa, preparada e com farta experiência. A Globo, aliás, tem tradição de formar excelentes apresentadoras para seus jornais. Além das já citadas, merece registro especial a passagem da âncora Ana Paula Padrão, – de estilo único, hoje na Record.
Caso se confirme a saída de Fátima Bernardes (com a possível entrada de Patrícia Poeta), nada foi dito sobre de William Bonner. O JN entrou no ar em 1969, com Hilton Gomes e Cid Moreira, logo fazendo enorme sucesso. (01.12.2011)

Fátima, nos dias atuais, no JN, ao lado de William Bonner
Duro de tombar
Lupi: de teço-teco no meio da tempestade
Se o ministro Carlos Lupi não cair esta semana – talvez hoje – penso que não caia mais e seja ‘incaível&r |